Jiu-jitsu para crianças: saiba mais sobre o GB Kids e os benefícios da arte suave

Jiu-jitsu para crianças: a Gracie Barra Icaraí oferece para o público infantil o programa GB Kids que traz uma maneira especial para introduzir as crianças no universo da arte suave. São muito os benefícios do Jiu-jitsu quando praticado pelas crianças que vão desde o desenvolvimento físico e emocional além de contribuir para a disciplina e foco.

Em nossa escola as aulas do GB Kids são conduzidas pelo Professor Benevenuto, ou tio Beto como é carinhosamente chamado pelos seus alunos. São 42 anos dedicados ao esporte e fomos conversar com essa fera sobre o desafio único que é ensinar Jiu-jitsu para as crianças. Saiba o que o tio Beto tem a dizer.

Gracie Barra Icaraí: Professor, com que idade as crianças podem começar a praticar Jiu-jitsu aqui na escola e qual seria a frequência mínima recomendada?

Professor Benevenuto: A partir de três anos já é possível, no entanto é importante ressaltar que cada criança reage de modo diferente, pois seu tempo também é diferente. Os mais maduros têm mais facilidade e se adequam mais rapidamente ao convívio com os novos amiguinhos no tatame. Já os mais infantis precisam de mais tempo, e de pouco em pouco vão se adequando a prática da arte suave. No entanto nos primeiros meses é necessário que mantenha uma frequência de pelo menos duas vezes por semana para uma melhor adaptação.


Jiu-jitsu infantil

Gracie Barra Icaraí: Professor, como é uma aula do GB Kids? Qual a duração de cada aula e como é que vocês conseguem que as crianças mantenham o foco durante as aulas? Qual o seu maior desafio ensinando Jiu-jitsu para as crianças?

Professor Benevenuto: Acredito que para qualquer professor o maior desafio é respeitar a individualidade das crianças e da família e ajustar essas particularidades com interesse de todo o grupo. Mas com um pouco de conversa, atenção e carinho chegamos a um entendimento e assim conseguimos alinhar nossas expectativas, atendendo a todos com muito respeito. Sendo assim procuramos adequar as aulas à fase de desenvolvimento das crianças, de modo a facilitar o entendimento e execução do que foi ensinado, respeitando sempre o tempo de aprendizagem de cada aluno. Durante uma hora a criança realizará as atividades propostas naquele espaço tempo, com a preocupação constante em diversão, o que facilita o aprendizado e o maior envolvimento dos pequenos com o Jiu-jitsu.

Gracie Barra Icaraí: Hoje percebemos que as crianças passam muito tempo em vídeo games e celulares e são muitas as crianças que não praticam qualquer atividade física regular. As crianças que nunca praticaram atividades físicas regulares ou que nunca praticaram alguma arte marcial como o Jiu-jitsu encontram dificuldades para acompanhar as aulas na escola?

Professor Benevenuto: Não vejo problema com o uso de celulares e vídeo games, acho que são instrumentos importantes na formação das crianças, o mundo deles é tecnológico e a crianças aprendem muito com esses recursos. Cabe ao adulto administrar o tempo que a criança passa de frente para as muitas telinhas que nos cercam. Sendo assim o adulto deve possibilitar a criança, momentos de interação social onde possa se relacionar com outras pessoas, inclusive crianças, no mundo real, longe das telinhas. O Jiu-jitsu é uma ótima prática para essa finalidade, visto que é uma atividade de contato corporal, que além de ser muito boa para o desenvolvimento motor é ótima para aprendermos a lidar com nossas emoções, pois no dia a dia das aulas vivenciamos muitas delas.


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Gracie Barra Icaraí: Professor, um receio que muitos pais possuem em matricularem seu filhos em uma escola de Jiu-jitsu é que eles se tornem agressivos ou mesmo violentos. O você observa nos seus alunos? O que podemos dizer para esses pais?

Professor Benevenuto: Todo ser humano traz consigo um impulso agressivo, e na criança isso é muito comum principalmente em acontecimentos em que elas se sentem frágeis e inseguras. A agressividade tem a função de defesa diante dos perigos, e é importante no que diz respeito a preservação do seu espaço e crescimento pessoal. Porém como tudo na vida, deve ser equilibrada para não entrar num estágio patológico, sendo as modalidades de luta um ótimo instrumento para aprendermos a lidar com esse comportamento.

Gracie Barra Icaraí: Professor, para finalizar, um dos grandes problemas enfrentado pelas crianças nos dias de hoje, infelizmente, é o bullying. Vocês fazem algum trabalho específico em relação à prevenção ao bullying?

Professor Benevenuto: O “bullying” não é um fenômeno novo, sempre existiu. Porém, a medida que os apelidos e as brincadeiras ofensivas foram tomando proporções maiores, transcenderam o limite do aceitável, passou a ser necessário ser combatido. Como falei acima, a agressividade muitas vezes está ligada ao medo e a fragilidade. E considero o bullying uma forma de agressão. Tanto a criança agressora como a agredida precisam de ajuda. A agressora no sentido de conter seu impulso agressivo e a agredida no sentido de posicionar-se e firmar seu lugar no mundo. A meu ver, a criança praticante de Jiu-jitsu independente do biotipo deve ser conduzida a se superar, seja num rolamento ou num confronto corporal com um companheiro de treino.

Dessa forma vai tomando conhecimento de suas limitações e potencialidades, vai vencendo seus medos, aumentando a confiança em si e se fortalecendo internamente, fazendo crescer sua autoestima. E deste modo as crianças mais frágeis se fortalecem e vão se tornando capazes de reagir e proteger o seu espaço. Já no caso das crianças que praticam o bullying a medida que treinam além de serem expostas as mesmas situações que acabei de descrever, vão conviver num ambiente de disciplina, e aos poucos vão modificando seu comportamento aprendendo além de outros valores, o respeito, que é fundamental para o convívio em sociedade, cabe ao professor fazer a mediação.

O Jiu-jitsu é muito positivo nas duas situações, porém de forma isolada não resolve casos extremos, em casos patológicos é necessário a intervenção de outros especialistas.


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Publicado em 15 de janeiro de 2020 por